A Recuperação Judicial da Avianca e o seu significado para o setor de aviação

A Recuperação Judicial da Avianca e o seu significado para o setor de aviação

Um famoso ditado do setor de aviação, diz que:”A maneira mais fácil de se tornar um milionário é, primeiro, se tornar um bilionário e abrir uma companhia aérea.”

O ditado demonstra as dificuldades de se competir nesse setor, que demanda elevados investimentos para a constituição de um novo player, além de sua exposição as variações da cotação do petróleo. No caso brasileiro somam-se: O efeito da variação cambial, A taxação via icms do querosene de aviação – que é extremamente elevada em alguns estados da federação – e a exigência de nacionalidade brasileira para abertura de uma companhia.

A concorrência internacional acentua ainda mais esse cenário com novas companhias, em especial do Oriente Médio, que contam com muitas vezes com um valor do petróleo subsidiado em seu país de origem, entraram de forma expressiva no mercado.

Considerando esse cenário de díficil competição, o Brasil já viu a quebra de diversas companhias aereas como a Vasp, Transbrasil e, a mais conhecida, a Varig.

Em 2007, no momento da compra da Varig pela Gol, o mercado brasileiro, ao menos em sua oferta de voos doméstica, parecia destinado a se tornar um duopólio entre Gol e Tam. Em 2010, com a fusão entre a TAM e a chilena Lan, esse cenário pareceu, por um momento irreversível.

No entanto, a criação da Azul, em 2008, e a entrada da Avianca de forma mais agressiva no mercado brasileiro alteraram esse cenário, que não se concretizou. Atualmente, as participações de mercado no setor de aviação se encontram da seguinte maneira:

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